Governo do Amazonas confirmou a morte de 56 pessoas. No
Carandiru, em 1992, 111 detentos foram assassinados
As 56 mortes de detentos confirmadas até agora no Complexo Penitenciário
Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, já fazem do episódio o segundo no país em
número de mortos no sistema prisional, atrás apenas do Massacre do Carandiru,
em 1992, quando 111 presos foram mortos pela polícia.
No Massacre do Carandiru, uma briga entre dois detentos no dia 2
de outubro de 1992 levou a uma confusão generalizada em um dos pavilhões do
presídio, que se tornou uma rebelião. A Polícia Militar foi chamada, mas, após
tentativa fracassada de negociação, decidiu invadir o local com metralhadores,
fuzis e pistolas, matando 111 detentos. Mais de 24 anos após o massacre,
ninguém cumpriu pena pelos crimes.
Em outro episódio sangrento do sistema prisional brasileiro, 27
detentos foram mortos durante uma rebelião no Presídio Urso Branco, em Porto
Velho. As mortes ganharam repercussão internacional pela brutalidade, que
envolveu até decapitação, choque elétrico e enforcamento. A situação no
presídio, principalmente a superlotação e as denúncias de maus-tratos, levaram
o Brasil a ser denunciado à Corte Interamericana de Direitos Humanos da
Organização dos Estados Americanos (OEA).
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