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segunda-feira, 23 de maio de 2016

“Estamos caminhando para um Estado policial”


“Estamos caminhando para um Estado policial”


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Marcelo Neves: jurista foi um dos vários que fez parecer contrário ao pedido de impeachment.
Jurista afirma que, com Alexandre de Moraes no Ministério da Justiça, repressão deve ganhar força no governo Michel Temer
“Eu não diria que foram manifestações. Foram atos que não configuram uma manifestação porque não tinham nada a pleitear. Eles agiram como atos de guerrilha.” Desta forma o então secretário da Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, reagiu aos protestos contra o impeachment de Dilma Rousseff, que no dia 10 de maio bloquearam vias importantes de São Paulo.
Na segunda-feira 16, recém-empossado ministro da Justiça e Cidadania do governo do presidente interino Michel Temer (PMDB), Moraes disse à Folha de S.Paulo que nenhum direito é “absoluto”. Com a mudança de governo, a pasta da Justiça passou a incorporar as atribuições do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial, Juventude e Direitos Humanos.  Em entrevista a CartaCapital, o jurista Marcelo Neves, professor titular de Direito Público da Universidade de Brasília e doutor em Direito pela Universidade de Bremen (Alemanha), afirma que a fusão das pastas e a nomeação de Moraes indicam que os setores ligados às minorias e aos direitos serão fragilizados, ao passo que a repressão policial deve ganhar força.