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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Dilma defende CPMF e diz que Brasil não paga muito imposto


A fala foi feita durante a aula inaugural do curso “O impeachment de 2016 como golpe de Estado”, realizada pela Universidade Federal de Mimas Gerais (UFMG).
A ex-presidente e candidata ao Senado por Minas Gerais, Dilma Rousseff (PT), afirmou, na noite desta terça-feira (7), que o Brasil não paga muito imposto e defendeu a volta da CPMF – imposto que taxava transações financeiras.

“Temos que parar com essa história de que no Brasil se paga muito imposto. Quem paga muito imposto é assalariado e classe média. Por isso acho muito grave não ter CPMF. A CPMF é em cima da transação financeira. Uma pessoa que tem transação de R$ 100 milhões de reais, paga 0,38% disso. Uma outra que tem transação de R$ 6 mil, paga  0,38%”, explicou.

A fala foi feita durante a aula inaugural do curso “O impeachment de 2016 como golpe de Estado”, realizada pela Universidade Federal de Mimas Gerais (UFMG). Na maior parte de seu pronunciamento, ela voltou a atacar o processo de impeachment e defendeu a necessidade de se discutir a questão.

Segundo Dilma, o impeachment teve como base de argumentação os subsídios dados a programas sociais. “Se não a pessoa nao conseguia comer, vestir, transportar e pagar o necessário para comprar a casa, é obrigação do Estado estar ali. E ainda falam em meritocracia. Se existe uma grande fake news no Brasil, é a tal da meritocracia”, afirmou.

Realizada na Faculdade de Educação da UFMG, a aula inaugural do curso teve presenca maciça de estudantes. Antes da entrada da ex-presidente no auditório, os presentes entoaram gritos de “Dilma senadora”. A organização do evento solicitou que não fossem feitos cânticos de conteúdo eleitoral por conta da legislação vigente.

Dilma argumentou que acha válido que o processo de impeachment seja de fato debatido. “Já viajei por diversas faculdades pelo mundo e ninguém estranha que exista um estudo aprofundado sobre o que aconteceu aqui. Um ministro ilegítimo da educação chegou a criar problema quando tentaram criar esse curto em outras universidades pelo Brasil”, disse a petista.

Ao todo, há 32 matérias de diversas áreas abordando o impeachment. Entre eles, uma argumentação jurídica contra o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), relator do impeachment no Senado. A assessoria do tucano não quis se manifestar sobre a classe.

A petista também alfinetou os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Antonio Anastasia ao citar o chamado “choque de gestão”, citado pelos tucanos como projeto que ajeitou as financas do Estado. “Quando falarem que da pra fazer mais com menos, você podem rir. É a tese do tal choque de gestão. É lorota, faz como?”.

Durante a fala, a ex-presidente fez diversas ponderações sobre sua gestão. Ao falar sobre o Ministério Público, ela classificou o ex-procurador geral Geraldo Brindeiro como “engavetador, segundo a imprensa”, e disse que “cometeu o erro” de segue a lista tríplice do MP para indicar o PGR - fazendo referência ao ex-PGR Rodrigo Janot, autor de denúncias contra ela e o ex-presidente Lula, além de outros membros das gestões petistas.

Apesar do alto números de matérias presentes no curso, não há docentes favoráveis ao impeachment. Segundo o professor Thomás Bustamante, que coordenou o curso, as aulas favoráveis ao processo não foram organizadas porque, segundo ele, não há argumentos “jurídicos ou Morais” que não indiquem que o impeachment não tenha sido um golpe.

“Desde 2016 eu não ouvi nenhum argumento jurídico ou moral que mostre, que prove, que aquilo não tenha sido um golpe. Só escuto ódio e preconceito”, disse Thomás Bustamante.

Rival de Dilma na disputa ao Senado, a candidata Duda Salabert (PSOL) também esteve presente na aula inaugural. “Vim porque minha esposa estuda na universidade e queria assistir”, contou.

Segundo Salabert, a disputa por votos da esquerda contra Dilma sera curiosa, mas com argumentos. “Um dos focos será na questão ambiental. O governo Dilma foi um desastre nessa area, e só lembrarmos da construção da usina de Belo Monte”.


Fonte O Tempo

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