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quinta-feira, 21 de março de 2019

Comprovante de rendimentos de servidores vem com 13º salário não pago Governo do Estado informa quitação integral do benefício, que será pago em até 11 vezes neste ano

Governo do Estado informa quitação integral do benefício, que será pago em até 11 vezes neste ano

O governo de Minas incluiu no comprovante de rendimentos anual dos servidores do Executivo relativo a 2018, que será usado como base para declaração do Imposto de Renda de pessoa física deste ano, a informação de pagamento integral do 13º salário. No entanto, o benefício será quitado em até 11 parcelas neste ano. A primeira delas foi depositada no fim do mês passado.

Segundo o advogado tributarista Sacha Calmon, a prática adotada pelo governo é ilegal e pode trazer prejuízos aos servidores do Estado. “Isso que o governo fez está errado. Se (o 13º salário) for pago apenas neste ano, não interessa se reteve ou não impostos, isso tem que estar no ano-base posterior”, explicou o advogado.
Calmon ponderou que o funcionário público pode acabar pagando um imposto sobre aquilo que não recebeu. “Isso é rendimento deste ano, de 2019, e não do ano passado. Se consta no informe de rendimento apresentado na Receita, o servidor pode acabar pagando imposto sobre o que não recebeu”, enfatizou.

Ainda de acordo com o advogado tributarista, o servidor público que tiver esse tipo de problema deve ir ao banco no qual possui conta- corrente, pedir todos os comprovantes de depósitos e apresentá-los na Receita Federal para comprovar que o 13º salário não foi depositado no ano de 2018.

Segundo Calmon, tal atitude do governo de Minas pode acabar na Justiça. “Ele (servidor) não pode informar uma coisa que não pagou. Claro que o governo pode responder a algum processo, isso é declaração falsa. Mas qual o processo, depende de quem entrar. No caso do servidor, por exemplo, pode ser cível”, contou o advogado.

Questionado sobre o tema, o governo de Minas afirmou, por meio de nota da Secretária de Estado de Fazenda, que, apesar de parcelado, o 13º salário de 2018 foi lançado integralmente no informe de rendimentos dos servidores públicos do Executivo estadual porque a gratificação natalina, para efeitos de apuração do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), é integralmente tributada com base na tabela do mês de dezembro, conforme estabelecido no artigo 13 da Instrução Normativa 1.500, de 2014, da Secretaria da Receita Federal.

O governo destacou ainda que o procedimento foi adotado levando-se em conta a análise da Advocacia Geral do Estado (AGE), que se manifestou pela existência de sustentação jurídica para o ato de recolher o IRRF sobre a integralidade da vantagem, ainda que o pagamento seja feito em parcelas.

Ainda segundo o Executivo, o procedimento adotado não implica qualquer prejuízo financeiro ou de declaração ao Fisco para os servidores públicos do Poder Executivo estadual.

Após muitas manifestações de servidores públicos contra a primeira proposta de pagamento do benefício natalino apresentada pelo governador Romeu Zema (Novo), que determinava a quitação do 13º salário em 11 vezes, o chefe do Executivo estadual voltou atrás. Agora, o pagamento será feito ainda de forma parcelada, mas com a cota mínima de R$ 300. As outras parcelas vão crescendo gradualmente. Sendo assim, apenas os funcionários que recebem acima de R$ 8.900 terão seus depósitos feitos até dezembro.

Em um dos protestos mais tensos, servidores da segurança pública chegaram a fechar a rodovia MG-010. Eles queimaram caixões com adesivos de Zema e do Partido Novo utilizados na campanha



Fonte O Tempo

Secretário diz que Minas pode falir se não aderir a socorro federal

Para Otto Levy, do Planejamento, aderir regime de recuperação fiscal é o único plano para tirar o Estado do vermelho

Comissão discute reforma administrativa na Assembleia

O secretário de Planejamento e Gestão do governo mineiro, Otto Levy, disse, na manhã desta quinta-feira (20), que o único plano para tirar as contas do Estado do vermelho é aderir ao Plano de Regime de Recuperação Fiscal, que vai ser enviado em abril para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O texto, no entanto, deve encontrar dificuldades para ser aprovado na Casa, uma vez que os deputados já dizem abertamente que não podem ser favoráveis a um projeto que congela direitos dos trabalhadores públicos e prevê que estatais sejam privatizadas. O secretário esteve nesta manhã no Legislativo para participar de uma audiência pública que trata sobre a proposta da reforma administrativa, de autoria do governador Romeu Zema (Novo).

Na audiência, o secretário explicou sobre a situação financeira da administração estadual. Segundo ele, a dívida total herdada do governo Fernando Pimentel (PT) é de cerca de R$ 40 bilhões. Nesse cálculo estão inclusos R$ 1 bilhão de déficit operacional por mês, R$ 20 bilhões de restos a pagar, R$ 12 bilhões de passivo para os prefeitos e o débito de R$ 8 bilhões com o Tribunal de Justiça por conta do uso dos depósitos judiciais.

"Para o déficit operacional a gente está trabalhando com o corte de gastos. Agora, o governo só tem um plano A que é entrar no plano de recuperação fiscal do governo federal. Em abril a gente vai apresentar esse programa (na Assembleia)", afirmou. Questionado se não há outra saída, Otto Levy foi sucinto: "A gente realmente só tem o plano A. A situação financeira é essa. Imagine que você está imerso em dívidas e o seu salário não dá pra suas despesas diárias, se você não conseguir renegociar o que você vai fazer? Vai falir. É o que pode acontecer no Estado (sem aderir a esse regime)".

Em discurso, o chefe da pasta de Planejamento e Gestão disse que o Estado chegou a esse ponto porque Pimentel esperou resultados da Lei Kandir, e que o Estado não pode mais esperar. A fala foi rebatida por deputados do bloco de oposição da Casa.
A conta é que o Executivo mineiro deixou de arrecadar R$ 101 bilhões com a Lei Kandir que, em 1996, determinou a isenção de ICMS sobre exportações feitas pelos Estados. E, agora, a compensação de perdas da legislação depende do Congresso Nacional.

Reforma

Os deputados e pessoas presentes na audiência pública apresentaram para a equipe técnica do governo de Minas diversas sugestões sobre o projeto de reforma administrativa, que reduz de 21 para 12 o número de secretarias e corta em 15,5% cargos comissionados, gratificações e funções gratificadas. Entre elas de que a Secretarias de Cultura e de Turismo não sejam fundidas. Também é pedida atenção especial com políticas públicas e de que o Escritório de Representação do Governo em Brasília não seja extinto para que a articulação na capital federal não seja prejudicada.

De acordo com Otto Levy, todas essas sugestões vão ser analisadas, sendo que um dos pontos que podes ser incluído é a extinção de alguns escritórios da Secretaria da Fazenda em outros Estados. Essa questão foi levantada pelo deputado Cristiano Silveira (PT).

"O que eu coloquei na audiência é que a Secretaria de Fazenda tem três unidades descentralizadas do Estado criadas na década de 1990. Uma em São Paulo, uma no Distrito Federal e outra no Rio de Janeiro. Naquela época para se fazer o controle fiscal tinha a necessidade de fazer procedimentos físicos, e hoje é tudo digital. O que eu senti mais fácil é a questão de alguns escritórios foram da Secretaria da Fazenda que vamos avaliar se precisa manter. Hoje você tem servidores que poderiam servir em Minas Gerais e tem imóveis que muito bem localizados. Eu sugeri que o governo abrisse mão desses escritórios", afirmou o petista.

O líder de governo, Luiz Humberto Carneiro (PSDB), acredita que o texto seja aprovado ainda em abril na Casa. "O que está ficando claro com a audiência é que o projeto foi amplamente discutido e estamos sentido uma concordância muito grande dos parlamentares quanto a necessidade da aprovação desse projeto", declarou. O vice-líder de governo, Guilherme da Cunha (Novo), declarou que a economia do projeto consegue cobrir questões pontuais da administração estadual, como concluir hospitais regionais.

Já o líder de oposição, André Quintão (PT), afirmou que é preciso atenção com alguns pontos da reforma porque o custo-benefício às vezes economiza pouco e prejudica muito. "Levantamos alguns pontos como a transferência do Ipsemg para a Secretaria da Fazenda, algumas fusões de secretarias não podem prejudicar as políticas públicas. Podemos até admitir a fusão no sentido da economia, mas não podemos enfraquecer os trabalhos nas áreas das mulheres, de pessoas com deficiência, enfraquecer a cultura no Estado. A reforma não pode prejudicar o trabalho de políticas públicas", disse.

Valor real

Otto afirmou que a reforma tem como objetivo cumprir compromisso de campanha de Zema, aumentar a eficiência para executar políticas públicas e reduzir gastos e custos. De acordo com o secretário, a economia com o corte de cargos comissionados, funções gratificadas e gratificações da administração indireta é de R$ 39,1 milhões, os ganhos com eficiência é de R$ 139,6 milhões e a expectativa de economia com reformas futuras na administração indireta é de R$ 56,4 milhões. Assim, a economia anual vai chegar a R$ 235 milhões, alcançando R$ 1 bilhão em quatro anos.

Contudo, como mostrou O TEMPO, ao anunciar o projeto de reforma administrativa em 5 de fevereiro, o governador Romeu Zema (Novo) disse que somente esse projeto (367/2019) que tramita na Casa iria gerar a economia de R$ 1 bilhão. Em nenhum momento, o Estado havia dito que isso dependia de propostas que nem mesmo foram enviados para a ALMG.


Fonte O Tempo

Mais um secretário desmente informação do governo: "Não tem superávit"

Otto Levy esteve na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para participar de uma audiência pública

Mais um secretário estadual desmentiu uma informação dada pelo próprio governo de Minas Gerais de que, nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, o Executivo apresentou um superávit de R$ 4 bilhões. Em entrevista, na manhã desta quarta-feira (20), o chefe da pasta de Planejamento e Gestão, Otto Levy, afirmou que não há superávit e que foi um mal-entendido. O secretário esteve nesta manhã na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para participar de uma audiência pública que trata sobre a proposta da reforma administrativa, de autoria do governador Romeu Zema (Novo).

"Não tem um superávit. Aquilo foi um mal-entendido. Foi uma questão técnica que existiu que foi uma redução de gastos que em relação ao custeio melhorou em R$ 4 bilhões, mas no custeio não entra conta de pessoal. Só para você ter uma ideia, o gasto de pessoal em um mês é de R$ 3,5 bilhões, em dois meses é R$ 7 bilhões. Então, de novo, a gente teve nos dois primeiros meses um déficit de R$ 2 bilhões", afirmou Otto.

No último dia 13, o secretário de governo, Custódio Mattos, já havia dito que não existia superávit. “É um mal-entendido técnico. O Estado está tendo um déficit. A diferença de receita e despesa mensal neste momento é de R$ 1 bilhão, gasta mais um R$ 1 bilhão do que arrecada. Tem uma dívida acumulada de curto prazo de quase R$ 40 bilhões. Não há superávit nenhum. Isso é um erro de comunicação técnica que será devidamente apurado. Eu estou sabendo disso neste momento por você e vou verificar”, declarou à época.

Esse foi o mesmo entendimento do líder do governo na Assembleia, o deputado Luiz Humberto Carneiro (PSDB). "O governo tem anunciado e foi bastante divulgado pela própria equipe de publicação, mas o próprio governo, eu conversei muito com o Custódio Mattos, até mesmo com Otto, pode dizer que você não pode considerar esses R$ 4 bilhões como um superávit na receita de janeiro", declarou nesta quarta-feira.

Na última terça-feira (12), a Agência Minas, portal do governo do Estado, divulgou o superávit de R$ 4 bilhões no primeiro bimestre, pontuando que dos R$ 17,1 bilhões arrecadados nesse período, foram comprometidos R$ 13,1 bilhões com as despesas do período. O Executivo ainda fez questão de ressaltar em seu site que o índice foi 48,1% maior se comparado ao mesmo período de 2018.

A reportagem da Agência Minas foi uma resposta a um comentário do editor de Política Ricardo Corrêa na coluna Política em Análise, da rádio Super Notícia FM e do portal O Tempo. Na ocasião, ele apontou aumento da despesa do governo no período. Para rebater essa informação, o governo divulgou que teve superávit entre janeiro e fevereiro.

Silêncio

Desde o último dia 13, a reportagem questiona o governo sobre o motivo da divergência de versões e se há um superávit de R$ 4 bilhões. Contudo, até agora a assessoria de imprensa não respondeu a demanda.


Fonte O Tempo

Prefeitos rejeitam proposta de Zema e dão carta branca a Julvan


Reunião com 328 chefes de Executivo é agitada e não tem final feliz para o governador

Reunião na AMM termina com proposta do governo de Minas rejeitada

Por cerca de uma hora e meia, 328 prefeitos ligados à Associação Mineira de Municípios (AMM) debateram as propostas apresentadas pelo governador Romeu Zema (Novo) para o pagamento de R$ 1 bilhão retidos no mês de janeiro referentes a repasses de IPVA e ICMS, além dos mais de R$ 12 bilhões devidos pelo governo de Fernando Pimentel (PT). Por fim, a proposta de Zema foi rejeitada pela ampla maioria dos prefeitos, que ainda deram carta branca ao presidente da entidade, o prefeito de Moema, Julvan Lacerda, de tentar melhorar algumas cláusulas do que foi apresentado.

"Na verdade, ficou aprovado o que foi deliberado, mas alguns itens não ficaram acertados. Eles me deram carta branca para continuar a deliberar com o governo. (Se continuar do jeito que está) Acho que não será aprovado, me deram carta branca e eu sei do anseio dos prefeitos. Vou apresentar ao governo os pontos que precisa aprimorar e que acredito que dá para o governo chegar nesses para aí sim marcar a audiência de conciliação. Mas nós vamos fazer de tudo para aprovar", explicou.

"As negociações continuam. Nós queremos resolver esse mês ainda. E hoje ainda já vou ligar para eles para tentar chegar num consenso. (Caso cheguemos a um acordo) Não vai precisar de uma nova assembleia porque os prefeitos me deram poder de decisão. Se não tiver nenhum acréscimo, desse jeito aí (a proposta) vai voltar. O principal ponto está relacionado a esse tempo (de pagamento de R$ 1 bilhão) que está muito distante. Mas tem outros pontos que o governo pode atender a gente", completou.

Na bronca

Durante o tempo em que Julvan apresentou as propostas, em alguns momentos, prefeitos presentes também falaram. Beto Guimarães (PSB), prefeito de São José do Goiabal, foi duro ao criticar o governador Romeu Zema.

"Quando não tem grana, precisa negociar, por pior que seja o acordo. O Zema falou aqui que ia revogar o decreto em janeiro e não o fez. Por isso, com gente assim não tem conversa, tem que ser no judicial", completou.

Outros prefeitos também foram contra as propostas, reclamando, principalmente, que a maioria das parcelas devidas seriam pagas somente no próximo mandato.

Procurado, o governo disse apenas que o acordo foi aprovado com ressalvas.

Veja a lista com as propostas do governo rejeitadas pela AMM:

- Dívida deixada por Fernando Pimentel (PT): R$ 12,3 bilhões.

- Dívida de Romeu Zema (Novo) referente ao mês de janeiro: R$ 1,046 bilhão.

* Antecipação do pagamento do débito de janeiro/2019 para 90 dias após a homologação do regime de recuperação fiscal, em três parcelas. Os débitos de 2017/2018 serão pagos na sequência;

* Estado se compromete a não atrasar os repasses do transporte escolar e os valores atrasados serão pagos a partir de março de 2019 em dez parcelas mensais;

* Estado alimentará e disponibilizará acesso ao Siafi mediante login e senha à AMM para aferição dos valores arrecadados, também sendo fornecido extrato das contas ICMS e IPVA em caso de não adequação do Siafi;

* Estado concordou com o bloqueio imediato em suas contas de valores não repassados aos municípios após 30 dias de atraso;

* Revogação do Decreto 47296/2011 (Comitê de Avaliação de Pagamento).


Fonte O Tempo

quarta-feira, 20 de março de 2019

MANIFESTAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA SEGURANÇA PÚBLICA DE MG

MANIFESTAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA SEGURANÇA PÚBLICA DE MG

Dia 29/03/2019
Às: 11:00 hrs
Local: Cidade Administrativa em Belo Horizonte

MANIFESTAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA SEGURANÇA PÚBLICA DE MG

Decreto prevê plano de segurança para imóvel alugado por Zema

Há um mês o governador de Minas mora em casa de dois andares na região da Pampulha. Com o decreto ela passa a ser 'afetada', ou seja, destinada a uma 'finalidade pública'

Por Isabella Souto


Decreto publicado na edição de hoje do Minas Gerais determina que a casa alugada pelo governador Romeu Zema (Novo) no bairro Bandeirantes, na região da Pampulha, passa a ter uma “finalidade pública” e, por isso, a região está sujeita a um plano de segurança elaborado pelo Gabinete Militar do Governador (GMG).

Também caberá ao GMG, segundo o decreto, definir, por resolução, qual será a área de segurança em torno do imóvel. Na prática, significa que o acesso à região poderá ser limitado. Gradis já foram instalados no local.

O governador mineiro está morando no imóvel alugado por R$ 7 mil desde 10 de fevereiro – despesa custeada, segundo Zema, do próprio bolso. A casa tem dois andares e cerca de 400 metros quadrados de área construída.

Durante a campanha eleitoral, o então candidato havia dito que não utilizaria o Palácio das Mangabeiras – residência oficial do governador de Minas – para facilitar o deslocamento até a Cidade Administrativa, sede do Executivo estadual que fica no bairro Serra Verde.

De acordo com informações já divulgadas pelo governo, a economia trazida para os cofres públicos é de R$ 155 mil mensais, ou R$ 1,86 milhão ao ano. Com a decisão de não morar no Mangabeiras, 22 funcionários terceirizados foram dispensados

A hora é agora. Isso é mais claro que qualquer coisa. Se dia 29 não demonstrarmos força, quem perde qualquer "um individual". É uma categoria inteira.


A hora é agora. Isso é mais claro que qualquer coisa. Se dia 29 não demonstrarmos força, quem perde não é o Mendonça, o Maia, o Masseno, ou qualquer "um individual". É uma categoria inteira.

Nós (palavra difícil no nosso meio) com o Pimentel foram 4 anos assim: No começo o discurso era para esperar, no meio o discurso era para dialogar pq não adiantava "ser radical", ao final o discurso era que "não adiantava nada pq estava saindo".

O Governo mal começou e já demonstrou descaso com o funcionalismo, em especial com os militares estaduais. Promessa de congelamento de salários por mais 4 anos.

Não tenho dois salários de Oficial em minha casa, tambem não tenho outros empregos (tenho empresa). Não ganho mal, mas não acho que mereça ganhar menos do que outras categorias "privilegiadas", inclusive, pelo atual governo.

Participei da construção da proposta salarial que resgatou nossa dignidade pós 98. Entretanto, convivo na casa de colegas de diversas graduações e consigo ver o mesmo cenário de antigamente.

Pior, a mesma descrença no comando e no Oficialato.

Não vou defender "partidos políticos", primeiro porque não existem no Brasil, segundo porque não sigo siglas, sigo uma história.

Dia 29 não está em jogo a ideia de um, uns ou de grupos. Dia 29 está em jogo a força e a necessidade de uma classe que não tem divisões entre Oficiais e Praças, entre Capital e Interior, entre Ativos e Inativos, entre Operacionais e a Administrativo, entre Boinas Branca, Pretas, Marrons ou coloridas. Ou somos PM ou somos "comédia".

Medo de punições? Nunca tive medo de vagabundo, vou ter medo de informar alguma coisa? Como dizia o dobrado que adorávamos cantar nas escolas de formação: "AVANTE CAMARADAS"!!!
( Por Marcelo Evangelista Maia) Marcelo Maia