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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

25 sinais de que você é filho de um policial

Se você é o primeiro policial na sua família, há algumas coisas que você deve saber sobre como é ser seu filho

Se você cresceu em uma casa de policiais, como eu, você pertence a um clube exclusivo que influenciou de forma única sua educação e como você se comporta como um adulto.

Se você é o primeiro policial na sua família, há algumas coisas que você deve saber sobre como é ser seu filho. A lista a seguir reúne algumas das coisas sobre as quais os filhos de policiais passam horas reclamando, conversando e rindo.
Espero que esta lista faça todos os policiais (e seus filhos!) rirem. E se você é um filho de policial, adicione seus próprios pensamentos sobre esse assunto na área de comentários abaixo. Você sabe que você é um filho de policial se:

1.  Você foi colocado em aulas de artes marciais pouco depois de sais do jardim de infância.
2.  Você tem dificuldade em confiar em estranhos.
3.  Armas fazem você se sentir confortável e seguro.
4.  Você carrega uma arma com você o tempo todo – spray de pimenta, uma faca de bolso ou mesmo uma arma de fogo.
5.  Você questiona as táticas de todos os policiais de filmes e da TV – seus pais fizeram isso e provavelmente arruinaram alguns filmes / programas de TV para você.
6.  Seus amigos parecem incrivelmente ingênuos (eles não ouviram as histórias da “vida real” que você provavelmente ouviu).
7.  Todos os amigos dos seus pais estão envolvidos de alguma forma com o serviço policial.
8.  Mais de uma vez você já ouviu alguém dizer: “Seus pais são policiais!? Uau, você não deve conseguir engana-los nunca.”
9.  Quando você diz às pessoas que você é filho de um policial, eles imediatamente assumem que você é completamente certinho ou extremamente rebelde (como se você não pudesse estar em qualquer lugar entre os dois).
10.  Você gastou uma boa parte do seu tempo em quartéis e delegacias de polícia (e isso foi uma experiência positiva).
11.  Você já foi reconhecido por policiais amigos dos seus pais na rua que se lembraram de “quando você era um bebê”.
12.  Seus amigos foram autorizados a fazer certas coisas ou a ir certos lugares sozinhos (como ao shopping, carnaval ou a uma festa) muito mais jovens que você.
13. Era normal que seu pai ou mãe policial não estivesse presente em um jogo de futebol, uma festa de aniversário ou até mesmo uma noite de Natal.
14.  A proteção excessiva de seus pais o deixou louco quando criança, mas você ficou agradecido por isso quando ficou mais velho.
15.  Mais de uma vez, você disse aos seus pais: “Pare de pensar como um policial por apenas um segundo”.
16.  Ao contrário de muita gente, quando você vê uma viatura policial, você sorri e acena para os policiais.
17.  Você era o único em uma discussão sobre a polícia na escola ou na faculdade que defendia apaixonadamente as ações dos policiais.
18.  A maioria dos seus amigos eram filhos de policiais.
19. Era normal que sua mãe ou seu pai o colocasse na cama para dormir e, em seguida, saíssem para trabalhar durante a noite.
20.  Seu pai era visto como um dos pais mais legais pelos seus amigos.
21.  Um dia normal de diversão familiar pode ter incluído algumas horas no estande de tiro ou com uma espingarda de chumbinho.
22.  Toda vez que você fazia um novo amigo, seus pais tinham que saber o nome completo e a data de nascimento de todos os que viviam na casa dele antes de você poder visita-lo.
23.  Você valoriza seu pai policial mais e mais à medida que envelhece porque você percebe o quão forte eles devem ser para ir ao trabalho todos os dias sabendo que eles podem não voltar para casa.
24.  Você se orgulha de seus pais todos os dias.
25. Mesmo que seus pais tenham perdido algumas coisas que desejava que eles não tivessem, nunca tenham ficado ricos e tenham obrigado você a seguir um conjunto de regras gigante, você ainda os ama e o que eles fazem.

É ótimo ser filho de um policial e eu não desejaria nada diferente para minha vida.
Este artigo foi publicado originalmente por PoliceOne

O SUB COMANDANTE GERAL DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE MINAS GERAIS NÃO CUMPRE COM O PROMETIDO E PREJUDICA A VIDA DE TODOS OS NOVOS SARGENTOS FORMADOS NO CFS - 2017

No início do ano de 2017 o Sub Cmt Geral da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais - Coronel André Leão foi pessoalmente conversar com os discentes do Curso de Formação de Sargentos 2017 e prometeu que atenderia todos os militares na escolha das regiões como primeira opção.

No discurso o Coronel afirmou que o policial militar voltaria pra região que escolhesse para acabar com a insatisfação da sua tropa e proporcionar melhor qualidade de vida aos policiais militares que viveriam próximos de suas famílias.

Em uma decisão descabida e sem dar nenhuma satisfação para os novos Sargentos o comando da instituição volta atrás na palavra e determina que os militares sejam designados conforme claro e classificação da nota de curso. Essa decisão irá prejudicar dezenas de militares e seus familiares que não irão conseguir retornar para próximo de suas casas. E essa notícia foi repassada aos futuros sargentos apenas um fim de semana antes da formatura, retirando qualquer possibilidade de planejamento. Com apenas dois dias todos esses militares terão que decidir o seu destino.

*Que momento nós vivemos hoje que não podemos confiar no Comando de uma Instituição tão importante como a Polícia Militar do Estado de Minas Gerais?*

Veja a mensagem que o Comando da Instituição enviou aos discentes do CFS - 2017 no início desse ano.
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Prezados policiais militares,

Boa tarde!

Como parte de uma política de gestão de pessoas e valorização profissional, o Comando da Instituição está adotando uma série de medidas visando a atender aos pleitos de movimentação dos policiais militares para regiões onde haja claros.

Após estudo de impacto de efetivo e avaliação do SISMOV, o Comando decidiu atender à primeira opção (RPM) de classificação manifestada pelos formandos do CFS/2016, desde que a movimentação se dê por interesse próprio e, portanto, não gere pagamento de ajuda de custo.

No próximo ano, o procedimento deve ser idêntico. Até 2017, pretendemos efetivar todas as movimentações de Sargentos, Cabos e Soldados registradas no SISMOV. Para pedidos mais antigos, os interessados serão novamente consultados sobre o interesse na transferência. Os claros eventualmente restantes serão supridos com os soldados que concluirão o CFSd em 2018.

O propósito dessas medidas é “limpar” o SISMOV e compatibilizar os interesses dos militares com as necessidades institucionais, ratificando o compromisso do Comando com a valorização das pessoas e a promoção do bem-estar dos profissionais de segurança pública.

Fonte Blog da Renata

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

STJ inicia julgamento de denúncia contra Fernando Pimentel

A denúncia da Procuradoria Geral da República é pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por, supostamente, o então ministro ter recebido vantagens indevidas da ordem de R$ 15 milhões da Odebrecht
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) iniciou o julgamento da denúncia contra o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), acusado de ter recebido propina durante o período em que ocupou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), entre 2011 e 2014. O relator Herman Benjamin teve a leitura de relatório dispensada e o primeiro a falar foi a Procuradoria Geral da República, com os advogados na sequência.
A denúncia da Procuradoria Geral da República é pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por, supostamente, o então ministro ter recebido vantagens indevidas da ordem de R$ 15 milhões da Odebrecht, em troca da atuação para facilitar a liberação de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para obras da empreiteira na Argentina e em Moçambique. O banco é subordinado ao ministério que ele comandava.
A acusação, de 18 páginas, narra que Pimentel agiu para que a Câmara de Comércio Exterior (Camex), ligada ao ministério e que era presidida por ele, aprovasse as operações do banco com a empreiteira. Às vésperas das aprovações, houve reuniões de Pimentel com Marcelo Odebrecht para tratar dos negócios.
Além dele, a denúncia tem como alvos Eduardo Serrano, chefe de gabinete do então ministro; Benedito Rodrigues (conhecido como 'Bené'), empresário e amigo próximo a Pimentel; Pedro Augusto de Medeiros, apontado como intermediador para recebimento de recursos; Marcelo Odebrecht, proprietário da Odebrecht; e João Carlos Mariz Nogueira, executivo da Odebrecht.
"Há uma consistente troca de informação evidenciada no processo que demonstra que Pimentel serviu-se de Benedito Rodrigues (o "Bené") para, junto de João Nogueira, da Odebrecht e de Marcelo Odebrecht, receber valores em espécie", disse no julgamento Luciano Mariz Maia, vice-procurador-geral da PGR, ao defender o recebimento da denúncia pelo crime de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O procurador disse que, em relação aos que fizeram colaboração premiada (Marcelo Odebrecht, João Nogueira e Bené Rodrigues), o MP pretende a manutenção dos acertos de colaboração.
Denúncia
Os investigadores da Acrônimo apuraram que a Odebrecht pagou cerca de R$ 3 milhões em propinas ao empresário Benedito Rodrigues de Oliveira, o Bené, apontado como operador de Pimentel.
Segundo Bené, Pimentel queria o repasse de R$ 20 milhões e R$ 25 milhões, mas a direção da Odebrecht só teria autorizado o pagamento de R$ 12 milhões.
De acordo com a PGR, a logística de pagamento incluía entrega de pacotes de dinheiro em um hotel em São Paulo mediante senhas.
Defesa de Pimentel pede suspensão de julgamento até STF decidir se limita foro
No julgamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ) do recebimento de denúncia contra o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), a defesa do petista pediu, na sustentação oral, a suspensão do processo até que Supremo Tribunal Federal conclua o julgamento em que poderá estabelecer a limitação da aplicação do foro privilegiado.
O advogado de Pimentel, Eugênio Pacelli, citou que já há maioria de votos para restringir o foro a casos cometidos no exercício do mandato. Desta forma, segundo ele, o caso irá eventualmente descer do STJ para a primeira instância.
Diante do comentário da defesa, o ministro Herman Benjamin decidiu transformar o tema em uma questão de ordem para que os ministros do STJ decidam se o caso deveria ter prosseguimento ou aguardar o STF.
Expondo suas razões, ele se posicionou contra suspender o julgamento de denúncia de Pimentel. Os ministros resolveram não votar essa questão isoladamente, mas dar sequência ao julgamento, para analisar o tema na hora da votação de cada ministro sobre se aceita ou não a denúncia.
"Aqui corre prazo prescricional, e não sabemos quando a questão será decidida pelo STF. Acredito que, diante disso, o ministro que pediu vista pode trazer o voto em fevereiro, ou bem depois. Então ficaríamos com um processo suspenso sem perspectiva de retorno com prazo corrente. E, a se suspender esse, teríamos de suspender todos os processos que decorrem da prerrogativa de foro no tribunal", disse Herman Benjamin.
"Por isso que eu, como relator, me manifesto pelo prosseguimento, embora entendendo que não se trata de uma fumaça de resultado do STF, temos votos que definem uma maioria, mas que o julgamento não está encerrado", acrescentou o ministro do STJ.

Fonte O Tempo

Bancos começam a retirar os nomes dos militares do SPC/SERASA

Após muitas cobranças do deputado Sargento Rodrigues através da tribuna da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), como também durante a audiência pública na Comissão de Segurança Pública, com apoio e pressão das entidades de classe que compareceram à reunião e de postagens nas redes sociais, começaram a surtir os primeiros efeitos. Apenas a Caixa Econômica Federal (CEF) começou a retirar os nomes dos policiais e bombeiros militares do SPC/SERASA.

Segundo comunicado do Diretor de Finanças da PMMG, Coronel Paulo de Vasconcelos Júnior, os repasses foram feitos à Caixa Econômica Federal pelo Governo do Estado neste mês e a Polícia Militar foi informada pela CEF de que todos os servidores do Estado de Minas Gerais foram excluídos do banco de dados da Serasa Experian. Também ficou esclarecido que eventuais problemas decorrentes desta questão serão tratados diretamente pela instituição bancária. Este comunicado refere-se apenas a Caixa Econômica Federal.

Leia o comunicado: Aqui

PIMENTEL QUER VENDER 49% DA CODEMIG PARA PAGAR DÍVIDAS

O governador Fernando Pimentel (PT) pretende vender 49% das ações da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig). O Projeto de Lei 4.827/2017 foi enviado nessa quarta-feira (29) pelo petista para ser analisado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Atualmente, a Codemig é uma empresa pública constituída na forma de sociedade anônima, controlada pelo governo.

“O projeto visa à transformação da Codemig em sociedade de economia mista, permitindo assim a sua capitalização e a diversificação das fontes de recursos investidos em desenvolvimento econômico no Estado. Em outras palavras, seria possível promover ainda mais projetos destinados ao bem-estar dos mineiros, mas com menor sacrifício aos cofres públicos”. É o que diz o texto assinado por Pimentel.

Na prática, segundo interlocutores do Estado, o governador mineiro tenta, de todas as formas, levantar recursos para quitar as diversas dívidas que acumula junto a prefeituras e ao funcionalismo público, já que as eleições se aproximam e Pimentel será candidato à reeleição. Entre as demandas mais urgentes estão o pagamento do 13º salário dos servidores e os repasses para a saúde, que já somam R$ 2,5 bilhões, segundo a Associação Mineira de Municípios (AMM).

A Codemig não divulgou o valor gerado pela venda das ações, mas uma fonte do governo disse que, com o projeto de lei aprovado, uma consultoria poderá ser contratada para fazer a avaliação, levando-se em consideração o fato de que 25% das receitas da empresa vêm da extração do nióbio pela Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM). Nas gestões tucanas à frente do governo de Minas, diversas obras foram bancadas com recursos da Codemig, sendo a mais expressiva delas a Cidade Administrativa, que custou pelo menos R$ 1,5 bilhão e foi idealizada pelo hoje senador Aécio Neves (PSDB).

“O Estado teria a possibilidade e estaria autorizado, no seu interesse e na sua conveniência, a alienar parte das ações, sempre assegurando e preservando o controle estatal, resguardando o limite mínimo de 51% das ações. A abertura do capital para investidores privados também favorece ampliar a moralidade e a transparência na gestão dos recursos que estão sob responsabilidade da Codemig”, afirma uma nota da empresa.

Nessa quarta-feira (29), o deputado estadual Felipe Attiê (PTB) foi ao plenário para criticar o projeto. “Estão vendendo o patrimônio público? Vocês (PT), que a vida inteira foram contra a venda do patrimônio público, vão vender 50% da Codemig? Para pôr esse dinheiro onde? Quanto vale a Codemig? Vai vender essas ações aí no mercado para fazer caixa, sem um planejamento estratégico. Essas vendas, essas privatizações no final do ano, de uma empresa que controla a mineração de nióbio, que é a Codemig, isso cheira a coisas ocultas”, disse
Fonte O Tempo

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

‘Não temos recursos disponíveis para pagar o 13º’, afirma secretário de Planejamento de Minas

O governo de Minas ainda não possui dinheiro para pagar o 13º salário dos servidores públicos estaduais. A informação foi dada pelo secretário Estado de Planejamento e Gestão, Helvécio Magalhães, em entrevista exclusiva à Itatiaia na tarde desta terça-feira.

“Como sempre sendo bastante sincero, e toda ajuda, até a divina, é bem-vinda. O governador Fernando Pimentel determinou prioridade absoluta para esse pagamento em 2017, mas nós temos de admitir que não temos os recursos disponíveis para isso”, declarou.

Segundo o secretário, a folha líquida de pagamento do estado é de cerca de R$ 1,7 bilhão por mês, o que significa toda a arrecadação do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) arrecadado em Minas. “E o que nós tínhamos de dívidas herdadas foram se acumulando, e mesmo reduzindo os gastos, tem um acúmulo.”

Magalhães ressaltou que o estado precisa do auxílio do Senado para conseguir os recursos. O secretário disse que o governador Fernando Pimentel se encontrará com o presidente Michel Temer e os presidentes do Senado, Eunício de Oliveira, e da Câmara, Rodrigo Maia, para que apoiem essa iniciativa. Ouça aqui a entrevista completa condedida ao apresentador Eduardo Costa.
Fonte Itatiaia

Pimentel "assume" comando sobre pagamentos do Estado

Governo cria comissão e tira exclusividade da Fazenda para definir prioridades, como pagamento do 13º

Pimentel assume comando sobre pagamentos do Estado
Governo cria comissão e tira exclusividade da Fazenda para definir prioridades, como pagamento do 13º
Angélica Diniz
O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), tirou da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF) a decisão exclusiva de priorizar os pagamentos do Estado e resolveu, ele mesmo, com maior participação da Secretaria de Estado de Governo (Segov), assumir a responsabilidade pelos compromissos financeiros do Executivo. A medida foi adotada após o Estado promover um atraso recorde no depósito da segunda parcela do salário de parte dos servidores públicos estaduais.
Um decreto publicado nessa terça-feira (28) no “Diário Oficial” do Estado – “Minas Gerais” – instituiu o Comitê de Acompanhamento de Fluxo Financeiro que passa a definir critérios “e determinar a liberação do fluxo financeiro relativo a todas as despesas da administração pública direta e indireta do Estado”, segundo o texto assinado por Fernando Pimentel.
Na prática, a partir de agora, o comitê formado por dois integrantes da Segov, um da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) e outro da Secretaria de Estado da Fazenda passará a decidir quem e o que será beneficiado com repasses do governo. Os nomes que comporão o comitê ainda não foram divulgados.
“É um rigor adicional para que o governo dê conta de cumprir as prioridades absolutas, que são o décimo terceiro salário dos servidores e algumas despesas absolutamente essenciais, como a rede filantrópica do Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas Gerais. Elas serão decididas por este comitê criado hoje (28), que avoca para si a decisão, nesses próximos tempos, sobre cada gasto”, explica a nota enviada pela Seplag. Alegando estar sem fluxo de caixa, o Estado acumula dívidas a fornecedores e servidores, além de atraso nos repasses para os municípios de ICMS e recursos para saúde e transporte escolar, deixando prefeituras no vermelho.
Com a proximidade das eleições, um interlocutor do governo de Minas ouvido pela reportagem disse que a participação majoritária da Segov, ocupada pelo secretário Odair Cunha, dará um caráter mais político à priorização dos pagamentos. “Não há clareza sobre como as prioridades serão definidas”, disse a fonte.
Superávit. No mesmo dia em que foi instituído o comitê, o Estado publicou, ainda, o Relatório Resumido de Execução Orçamentária, atestando que está com superávit de R$ 1,6 bilhão. Segundo a Seplag, o relatório apresenta as receitas arrecadadas e despesas realizadas em 2017, sem considerar os pagamentos efetivados das despesas que foram realizadas e não pagas em exercícios anteriores.
Regra. No caso das dívidas com fornecedores, a Lei das Licitações já estabelece, em seu artigo 5º, que os pagamentos feitos pelo Executivo devem obedecer a ordem cronológica dos contratos.
Sindicato aponta risco de politização
O presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais (Sindifisco-MG), Lindolfo Fernandes de Castro, viu com preocupação a criação do Comitê de Acompanhamento de Fluxo Financeiro, instituído nessa terça-feira (28) pelo governador de Minas, Fernando Pimentel.
A responsabilidade sobre o controle da folha de pagamento dos servidores estaduais foi transferida da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) para a de Fazenda em 2016 durante a reforma administrativa promovida por Pimentel. Para Castro, com a Secretaria de Governo assumindo mais controle, os pagamentos podem perder o critério técnico. “Na SEF, apesar de sermos críticos, há um viés técnico nas decisões de fluxo. Agora, com esse comitê nesta formatação, há o risco claro de que a política fique acima da técnica, ainda mais com a questão eleitoral se aproximando”, disse.
Análise. Pego de surpresa com a publicação do decreto, o presidente do Sindifisco disse que a entidade ainda irá estudar mais a questão do comitê para definir a mobilização necessária.
Concurso público
Educação. A Comissão de Orçamento e Finanças da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplag) aprovou a realização de concurso público para preencher 16,7 mil vagas na rede de educação.
Cargos. Segundo nota da Seplag, serão abertas 16 mil vagas para o cargo de professor de educação básica regente de aula, e outras 700 para especialista em educação básica.
Abrangência. Ainda de acordo com a secretaria, as vagas abrangem todas as 47 Superintendências Regionais de Ensino do Estado.
Efetivo. A expectativa, com o concurso público, é que, em 2018, o Estado consiga que a maioria das vagas do conjunto das carreiras da educação seja preenchida com servidores efetivos.
Prefeituras cobram R$ 500 mi
Após receber a promessa do governador de que os repasses às prefeituras seriam normalizados, a Associação Mineira de Municípios (AMM) informou nessa terça-feira (28) que o Estado deve um montante de R$ 500 milhões de ICMS às cidades. O valor bruto inclui o Fundo da Educação Básica (Fundeb), também retido pelo Estado, o que agrava a crise vivida pelos prefeitos de Minas.
Os valores, segundo a entidade, devem ser repassados todas as terças-feiras. O Fundeb do ICMS vem sendo retido, parcialmente, desde agosto de 2017. Já o ICMS das últimas duas terças-feiras – 21 e 28 de novembro – não foi repassado.
O presidente da AMM e prefeito de Moema, Julvan Lacerda (PMDB), enviou nessa terça-feira (28) uma carta ao governador, em tom mais incisivo, cobrando soluções imediatas. “Os prefeitos e prefeitas pedem socorro. A causa é justa, e estamos unidos em torno dela”, cobrou Lacerda, citando também os atrasos para o transporte escolar, de R$ 160 milhões, e para os serviços de saúde, que chegam a R$ 2,5 bilhões.
Ainda nessa terça-feira (28), após se reunir com o presidente da AMM na Assembleia, o deputado estadual Gustavo Valadares (PSDB) lamentou a situação das prefeituras e criticou a criação do comitê para priorizar pagamentos. “Isso é mais uma prova da falta de planejamento e de competência do governo, que está devendo salário, repasse aos municípios – na saúde, na educação – e, agora, vai discutir, de modo político, o que deve ser pago primeiro. Então, está tudo errado”, afirmou.
Fonte O Tempo