A organização não-governamental Human Rights Watch (HRW) lançou na última quinta-feira (18) seu relatório que, anualmente, analisa os direitos humanos ao redor do mundo. O estudo, referente à situação de 90 países no ano passado, aponta que o populismo se enfraqueceu mundialmente. No Brasil, a publicação atenta para grandes problemas de segurança pública – que envolvem facções criminosas – e de violência doméstica. Em 2017, por exemplo, a soma de mortes por policiais no estado do Rio de Janeiro foi maior do que as mortes feitas pela polícia de todo os Estados Unidos.
“Não quer dizer que todas essas mortes são execuções. Existem mortes legítimas e sabemos do alto índice de criminalidade. Mas documentamos muitos casos em que a polícia mata fora de confrontos. A polícia executa o suposto criminoso e acoberta aquela execução que deveria ser investigada, porque excede a atuação legítima”, explica Maria Laura Canineu, diretora da HRW no Brasil. Ela comenta também outros tópicos do relatório.
Fonte Blog da Renata
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terça-feira, 23 de janeiro de 2018
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
Fernando Collor anuncia que será candidato a presidente em 2018
Ex-presidente quer voltar a concorrer o Planalto; ele governou o País entre 1990 e 1992, ano em que sofreu impeachment
Fernando Collor anuncia que será candidato a presidente em 2018
Dois mil e dezoito seria uma nova versão de 1989? Ao menos no que diz respeito às eleições, sim. Enquanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) luta na Justiça para conseguir ser, mais uma vez, canidadato à Presidência em outubro, um outro nome, que venceu o petista no segundo turno das primeiras eleições diretas após a redemocratização, anunciou que pretende entrar na corrida pelo Planalto: Fernando Collor de Mello (PTC).
O anúncio foi feito nesta sexta-feira (19/1), durante entrevista a uma rádio da cidade de Arapiraca, no interior de Alagoas. Posteriormente, a informação foi confirmada ao Correio pela equipe do senador.
Para conseguir voltar ao cargo mais alto do poder Executivo Federal, Collor aposta no fato de ser conhecido dos eleitores, exatamente por já ter sido presidente da República. O senador também acredita que possa ser uma alternativa mais ao centro diante da radicalização da esquerda — representada por Lula — e da direita — personificada no deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ).
Só que antes de chegar a uma disputa nas urnas, Collor pode ter que enfrentar uma batalha na Justiça. Isso porque ele é réu em um processo decorrente da Operação Lava-Jato. Em agosto do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou uma denúncia contra o senador por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, em um caso que envolve o recebimento de R$ 30 milhões em propina. Caso seja condenado e a condenação seja confirmada em segunda instância, o senador pode ficar inelegível segundo critérios da Lei da Ficha Limpa.
Eleito após derrotar Lula em 1989, Collor acabou renunciando ao cargo de presidente da República em dezembro de 1992, em meio a um processo de impeachment — o primeiro da história brasileira.
Fonte Correio Braziliense
Fernando Collor anuncia que será candidato a presidente em 2018
Dois mil e dezoito seria uma nova versão de 1989? Ao menos no que diz respeito às eleições, sim. Enquanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) luta na Justiça para conseguir ser, mais uma vez, canidadato à Presidência em outubro, um outro nome, que venceu o petista no segundo turno das primeiras eleições diretas após a redemocratização, anunciou que pretende entrar na corrida pelo Planalto: Fernando Collor de Mello (PTC).
O anúncio foi feito nesta sexta-feira (19/1), durante entrevista a uma rádio da cidade de Arapiraca, no interior de Alagoas. Posteriormente, a informação foi confirmada ao Correio pela equipe do senador.
Para conseguir voltar ao cargo mais alto do poder Executivo Federal, Collor aposta no fato de ser conhecido dos eleitores, exatamente por já ter sido presidente da República. O senador também acredita que possa ser uma alternativa mais ao centro diante da radicalização da esquerda — representada por Lula — e da direita — personificada no deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ).
Só que antes de chegar a uma disputa nas urnas, Collor pode ter que enfrentar uma batalha na Justiça. Isso porque ele é réu em um processo decorrente da Operação Lava-Jato. Em agosto do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou uma denúncia contra o senador por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, em um caso que envolve o recebimento de R$ 30 milhões em propina. Caso seja condenado e a condenação seja confirmada em segunda instância, o senador pode ficar inelegível segundo critérios da Lei da Ficha Limpa.
Eleito após derrotar Lula em 1989, Collor acabou renunciando ao cargo de presidente da República em dezembro de 1992, em meio a um processo de impeachment — o primeiro da história brasileira.
Fonte Correio Braziliense
IPSM ⚠️ Comunicado Importante ⚠️
⚠️ Comunicado Importante ⚠️
A partir desta data, não será necessário que o segurado/pensionista se desloque até à Sede do IPSM ou NAIS para solicitar autorização para internação em apartamento. A solicitação será encaminhada à Central de Atendimento do IPSM pelo estabelecimento onde o beneficiário estiver recebendo atendimento.
A partir desta data, não será necessário que o segurado/pensionista se desloque até à Sede do IPSM ou NAIS para solicitar autorização para internação em apartamento. A solicitação será encaminhada à Central de Atendimento do IPSM pelo estabelecimento onde o beneficiário estiver recebendo atendimento.
Cinco PMs morreram em Minas Gerais só no sábado
Cinco PMs morreram em Minas Gerais só no sábado
Sabado tivemos um dia de muita tristeza, perdermos Cinco policiais militares, dois mortos em um acidente automobilístico, Sgt Ferreira , Sgt Fiuza, na Cidade de Pitangui.
O terceiro : Sgt Mozer QPR, morto após uma ação de criminosos após baleado ficando internado por alguns dias porém não resistiu,
O quarto: Sgt Mathias estava na ativa trabalhava na 23 Cia do 16° BPM, suspeita de febre amarela,
O quinto : Sgt Simão da 8 Cia , segundo informações estava em Goiás teve um infarto.
Que Deus conceda alivio ao coração de todos vocês. Os nossos pêsames para todas as famílias.
Sabado tivemos um dia de muita tristeza, perdermos Cinco policiais militares, dois mortos em um acidente automobilístico, Sgt Ferreira , Sgt Fiuza, na Cidade de Pitangui.
O terceiro : Sgt Mozer QPR, morto após uma ação de criminosos após baleado ficando internado por alguns dias porém não resistiu,
O quarto: Sgt Mathias estava na ativa trabalhava na 23 Cia do 16° BPM, suspeita de febre amarela,
O quinto : Sgt Simão da 8 Cia , segundo informações estava em Goiás teve um infarto.
Que Deus conceda alivio ao coração de todos vocês. Os nossos pêsames para todas as famílias.
Comandante do Exército também defende volta do auxílio-moradia de R $ 2.000
O comandante do Exército Brasileiro, general Eduardo Villas Boas, defendeu neste sábado, 20, as declarações feitas ao Estado pelo comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira que, em entrevista, defendeu a volta do auxílio-moradia para militares.
A defesa foi feita em postagem na conta oficial do general no Twitter. "O almirante (Eduardo Bacellar) Leal Ferreira, comandante da Marinha do Brasil, toca em um ponto que muito nos preocupa nas Forças Armadas. Proteger nossos militares da ação nefasta do crime organizado por, eventualmente, residirem nas áreas de risco", escreveu Villas Boas. Com a mensagem, Villas Boas compartilhou a reportagem publicada neste sábado, na qual Bacellar defende a volta do benefício.
Segundo dados de um estudo do Ministério da Defesa, o retorno do benefício, extinto em 2000, custaria R$ 2,2 bilhões neste ano. Como mostrou a reportagem, a Aeronáutica também reivindica o benefício. A discussão ocorre em um momento em que o Supremo Tribunal Federal (STF) está prevendo para março o julgamento do conjunto de ações que tratam do auxílio-moradia para juízes.
Desde setembro de 2014, uma decisão liminar (provisória) do ministro do STF Luiz Fux garante aos magistrados o pagamento de até R$ 4.377 mensais referente ao benefício. Na esteira da decisão, o Conselho Nacional do Ministério Público estendeu o auxílio a promotores e procuradores com valores semelhantes.
Histórico
A lei que estabelecia a indenização de moradia para as Forças, aprovada no início dos anos 1990, previa que o valor pago variava de acordo com o posto do militar. Representava 30% do soldo se o militar possuísse dependente declarado e 10%, se não.
Dos atuais 378 mil militares na ativa, 246 mil teriam direito ao auxílio-moradia. Recrutas (soldados prestando serviço militar) e alunos de escolas de formação não teriam direito porque dispõem de alojamentos.
Fonte Gaucha ZH
A defesa foi feita em postagem na conta oficial do general no Twitter. "O almirante (Eduardo Bacellar) Leal Ferreira, comandante da Marinha do Brasil, toca em um ponto que muito nos preocupa nas Forças Armadas. Proteger nossos militares da ação nefasta do crime organizado por, eventualmente, residirem nas áreas de risco", escreveu Villas Boas. Com a mensagem, Villas Boas compartilhou a reportagem publicada neste sábado, na qual Bacellar defende a volta do benefício.
Segundo dados de um estudo do Ministério da Defesa, o retorno do benefício, extinto em 2000, custaria R$ 2,2 bilhões neste ano. Como mostrou a reportagem, a Aeronáutica também reivindica o benefício. A discussão ocorre em um momento em que o Supremo Tribunal Federal (STF) está prevendo para março o julgamento do conjunto de ações que tratam do auxílio-moradia para juízes.
Desde setembro de 2014, uma decisão liminar (provisória) do ministro do STF Luiz Fux garante aos magistrados o pagamento de até R$ 4.377 mensais referente ao benefício. Na esteira da decisão, o Conselho Nacional do Ministério Público estendeu o auxílio a promotores e procuradores com valores semelhantes.
Histórico
A lei que estabelecia a indenização de moradia para as Forças, aprovada no início dos anos 1990, previa que o valor pago variava de acordo com o posto do militar. Representava 30% do soldo se o militar possuísse dependente declarado e 10%, se não.
Dos atuais 378 mil militares na ativa, 246 mil teriam direito ao auxílio-moradia. Recrutas (soldados prestando serviço militar) e alunos de escolas de formação não teriam direito porque dispõem de alojamentos.
Fonte Gaucha ZH
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
Aécio Neves é o articulador da filiação de Rodrigo Pacheco ao DEM para, inclusive, lançar a pré-candidatura dele ao Palácio Tiradentes.
Aécio Neves é o articulador da filiação de Rodrigo Pacheco ao DEM
A filiação do deputado federal Rodrigo Pacheco (MDB-MG) ao DEM foi articulada, segundo interlocutores próximos da negociação, pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG). Conforme O TEMPO mostrou na edição de ontem, o DEM já marcou para o dia 9 de março a filiação de Pacheco ao partido em um evento para, inclusive, lançar a pré-candidatura dele ao Palácio Tiradentes.
A motivação de Aécio para interferir em dois partidos diferentes é recuperar o espaço político perdido após a divulgação dos grampos da JBS. O senador mineiro foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista para pagar sua defesa na operação Lava Jato. O tucano vê a saída de Pacheco do MDB como uma maneira de forçar uma debandada de aliados do deputado da legenda. Isso poderia enfraquecer a sigla, o que permitiria a Aécio “conquistar” o apoio de quem “sobrar” no partido. Caso todas as articulações deem certo, Aécio recuperaria, pelo menos entre os seus pares, a aura de grande cacique político do Estado.
O cálculo do esvaziamento é certo. Ontem, O TEMPO mostrou que um membro do MDB confirmou que a saída de Pacheco da sigla levará outros emedebistas a percorrerem o mesmo caminho. “A dissidência no MDB será grande. Alguns irão em março para o DEM, outros devem debandar durante a campanha, para dar ideia de abandono a Fernando Pimentel e crescimento de Pacheco”, afirmou uma fonte da legenda de Michel Temer.
As negociações de Aécio para alavancar o nome de Pacheco ocorrem diretamente com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), líder nacional da legenda. Essa costura política ainda poderia dar a Pacheco o apoio do PSDB na disputa ao governo de Minas. Os tucanos não possuem um nome unânime e seguro para a disputa desde que o senador Antonio Anastasia comunicou que não disputaria o governo do Estado novamente. Vale lembrar que Pacheco tem bom trânsito com os tucanos, já tendo prestado serviços de advocacia para lideranças do partido em Minas.
Além da construção do apoio do PSDB a Pacheco, Aécio estaria negociando a indicação de Anastasia como candidato a vice-presidente da República na chapa encabeçada por Rodrigo Maia. A ideia do tucano é que seria importante manter um aliado próximo, como Anastasia, em uma posição importante no Executivo.
Ainda segundo interlocutores, a ideia da chapa Maia-Anastasia teria sido aprovada pelo presidente Michel Temer (PMDB), que vê a possibilidade como um bom “plano B”, visto que um eventual governo chefiado por Maia permitiria ao MDB manter espaço na Esplanada dos Ministérios e obter apoio para comandar a Câmara dos Deputados e o Senado.
A candidatura de Pacheco ao governo com o apoio do PSDB e o esvaziamento do MDB mineiro ainda permitiria a Aécio diminuir os candidatos fortes ao Senado. Na eleição deste ano, serão duas vagas em disputa. Ao diminuir os candidatos – ou pelo menos os nomes mais conhecidos – Aécio teria mais chances de se reeleger e manter o foro privilegiado.
Outra possibilidade, para fortalecer a candidatura de Pacheco e “eliminar” outro concorrente ao Senado, é oferecer a vaga de vice na chapa de Pacheco ao ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB). Segundo uma fonte, o ex-prefeito ainda não teria se decidido sobre a oferta. (Lucas Ragazzi)
Fonte Blog da Renata
A filiação do deputado federal Rodrigo Pacheco (MDB-MG) ao DEM foi articulada, segundo interlocutores próximos da negociação, pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG). Conforme O TEMPO mostrou na edição de ontem, o DEM já marcou para o dia 9 de março a filiação de Pacheco ao partido em um evento para, inclusive, lançar a pré-candidatura dele ao Palácio Tiradentes.
A motivação de Aécio para interferir em dois partidos diferentes é recuperar o espaço político perdido após a divulgação dos grampos da JBS. O senador mineiro foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista para pagar sua defesa na operação Lava Jato. O tucano vê a saída de Pacheco do MDB como uma maneira de forçar uma debandada de aliados do deputado da legenda. Isso poderia enfraquecer a sigla, o que permitiria a Aécio “conquistar” o apoio de quem “sobrar” no partido. Caso todas as articulações deem certo, Aécio recuperaria, pelo menos entre os seus pares, a aura de grande cacique político do Estado.
O cálculo do esvaziamento é certo. Ontem, O TEMPO mostrou que um membro do MDB confirmou que a saída de Pacheco da sigla levará outros emedebistas a percorrerem o mesmo caminho. “A dissidência no MDB será grande. Alguns irão em março para o DEM, outros devem debandar durante a campanha, para dar ideia de abandono a Fernando Pimentel e crescimento de Pacheco”, afirmou uma fonte da legenda de Michel Temer.
As negociações de Aécio para alavancar o nome de Pacheco ocorrem diretamente com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), líder nacional da legenda. Essa costura política ainda poderia dar a Pacheco o apoio do PSDB na disputa ao governo de Minas. Os tucanos não possuem um nome unânime e seguro para a disputa desde que o senador Antonio Anastasia comunicou que não disputaria o governo do Estado novamente. Vale lembrar que Pacheco tem bom trânsito com os tucanos, já tendo prestado serviços de advocacia para lideranças do partido em Minas.
Além da construção do apoio do PSDB a Pacheco, Aécio estaria negociando a indicação de Anastasia como candidato a vice-presidente da República na chapa encabeçada por Rodrigo Maia. A ideia do tucano é que seria importante manter um aliado próximo, como Anastasia, em uma posição importante no Executivo.
Ainda segundo interlocutores, a ideia da chapa Maia-Anastasia teria sido aprovada pelo presidente Michel Temer (PMDB), que vê a possibilidade como um bom “plano B”, visto que um eventual governo chefiado por Maia permitiria ao MDB manter espaço na Esplanada dos Ministérios e obter apoio para comandar a Câmara dos Deputados e o Senado.
A candidatura de Pacheco ao governo com o apoio do PSDB e o esvaziamento do MDB mineiro ainda permitiria a Aécio diminuir os candidatos fortes ao Senado. Na eleição deste ano, serão duas vagas em disputa. Ao diminuir os candidatos – ou pelo menos os nomes mais conhecidos – Aécio teria mais chances de se reeleger e manter o foro privilegiado.
Outra possibilidade, para fortalecer a candidatura de Pacheco e “eliminar” outro concorrente ao Senado, é oferecer a vaga de vice na chapa de Pacheco ao ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB). Segundo uma fonte, o ex-prefeito ainda não teria se decidido sobre a oferta. (Lucas Ragazzi)
Fonte Blog da Renata
Cai resistência a Bolsonaro no Exército
Mudança de posicionamento, no entanto, não significa apoio à candidatura do deputado e ex-militar à Presidência, diz general Villas Bôas
BRASÍLIA - O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) quebrou a resistência a seu nome dentro da cúpula das Forças Armadas. Essa mudança de posição, no entanto, não se transformou em um apoio ao pré-candidato, que deve se filiar ao PSL em março para disputar o Palácio do Planalto. O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, diz que a oposição a Bolsonaro deixou de existir, mas, mesmo o deputado sendo um capitão do Exército na reserva, ele não pode ser apontado como candidato da corporação.
“Institucionalmente, a posição das Forças Armadas é a mesma em relação a todos os candidatos, somos uma instituição de Estado. Bolsonaro deixou de ser militar há 30 anos. Atualmente, é um político, igual aos demais que estão se movimentando neste cenário para as eleições de 2018”, afirmou o general ao Estado.
Generais, brigadeiros e almirantes da ativa consultados pela reportagem avaliaram que o fato de o deputado ter defendido a tropa durante as sessões da Comissão da Verdade, no governo da presidente cassada Dilma Rousseff, ajudou a romper as críticas. Além disso, atualmente quatro dos 15 generais que integram o Alto Comando do Exército são colegas de Bolsonaro na turma de 1977 da Academia Militar das Agulhas Negras.
Nos últimos anos, o deputado também tem mantido contato informal com oficiais-generais, da ativa e da reserva, incluindo o alto comando das três Forças e participado constantemente das formaturas de turmas de oficiais.
Prisão. A oposição ao nome do deputado nas Forças vinha do fim dos anos 1980, quando ele deixou o Exército por criticar em artigos os “salários baixos” da corporação, estando na ativa. Ainda capitão, foi preso no quartel, em setembro de 1986, por conceder entrevistas sobre os salários e depois investigado pela acusação de ter elaborado um suposto plano para explodir um duto do Rio Guandu.
Foi absolvido pelo Supremo Tribunal Militar (STM). Em seus mandatos na Câmara dos Deputados – foi eleito pela primeira vez em 1991 e está na sétima legislatura –, conseguiu mais desafetos com discursos duros contra a cúpula das Forças Armadas. “O passado já é passado. Então, não pesa neste aspecto”, disse Villas Bôas.
Questionado sobre a posição do general de Exército Antônio Hamilton Mourão, que afirmou que Bolsonaro “é um dos nossos”, Villas Bôas disse que “não encampa” essa ideia. “Individualmente, como os militares e a família vão votar, não tenho condições de avaliar qual é a tendência”, afirmou o comandante. Na ocasião, Mourão afirmou: “O deputado Bolsonaro já é um homem testado, é um político com 30 anos de estrada, conhece a política. E é um homem que não tem telhado de vidro”.
A declaração do general Mourão foi dada em palestra em Brasília no fim do ano passado, quando ele ainda estava no Comando Militar do Sul, de onde foi afastado por suas declarações políticas, proibidas pelo regulamento militar.
Para oficiais ouvidos pelo Estado, um dos pontos a favor de Bolsonaro como candidato à Presidência é o fato de ele não ser investigado em casos de corrupção. Os militares demonstram, no entanto, preocupação com o temperamento intempestivo do deputado federal e a filiação a um partido pequeno.
Formaturas. Bolsonaro compareceu no ano passado a praticamente todas as cerimônias de formaturas de escolas militares. Foi ovacionado em algumas ocasiões e é requisitado para selfies com os formandos. Desde seu primeiro mandato, o deputado já ouviu gritos de “líder, líder”, em uma formatura da Academia Militar das Agulhas Negras, e de “mito, mito”, em uma escola de formação de praças da Marinha.
Fonte Estadão
BRASÍLIA - O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) quebrou a resistência a seu nome dentro da cúpula das Forças Armadas. Essa mudança de posição, no entanto, não se transformou em um apoio ao pré-candidato, que deve se filiar ao PSL em março para disputar o Palácio do Planalto. O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, diz que a oposição a Bolsonaro deixou de existir, mas, mesmo o deputado sendo um capitão do Exército na reserva, ele não pode ser apontado como candidato da corporação.
“Institucionalmente, a posição das Forças Armadas é a mesma em relação a todos os candidatos, somos uma instituição de Estado. Bolsonaro deixou de ser militar há 30 anos. Atualmente, é um político, igual aos demais que estão se movimentando neste cenário para as eleições de 2018”, afirmou o general ao Estado.
Generais, brigadeiros e almirantes da ativa consultados pela reportagem avaliaram que o fato de o deputado ter defendido a tropa durante as sessões da Comissão da Verdade, no governo da presidente cassada Dilma Rousseff, ajudou a romper as críticas. Além disso, atualmente quatro dos 15 generais que integram o Alto Comando do Exército são colegas de Bolsonaro na turma de 1977 da Academia Militar das Agulhas Negras.
Nos últimos anos, o deputado também tem mantido contato informal com oficiais-generais, da ativa e da reserva, incluindo o alto comando das três Forças e participado constantemente das formaturas de turmas de oficiais.
Prisão. A oposição ao nome do deputado nas Forças vinha do fim dos anos 1980, quando ele deixou o Exército por criticar em artigos os “salários baixos” da corporação, estando na ativa. Ainda capitão, foi preso no quartel, em setembro de 1986, por conceder entrevistas sobre os salários e depois investigado pela acusação de ter elaborado um suposto plano para explodir um duto do Rio Guandu.
Foi absolvido pelo Supremo Tribunal Militar (STM). Em seus mandatos na Câmara dos Deputados – foi eleito pela primeira vez em 1991 e está na sétima legislatura –, conseguiu mais desafetos com discursos duros contra a cúpula das Forças Armadas. “O passado já é passado. Então, não pesa neste aspecto”, disse Villas Bôas.
Questionado sobre a posição do general de Exército Antônio Hamilton Mourão, que afirmou que Bolsonaro “é um dos nossos”, Villas Bôas disse que “não encampa” essa ideia. “Individualmente, como os militares e a família vão votar, não tenho condições de avaliar qual é a tendência”, afirmou o comandante. Na ocasião, Mourão afirmou: “O deputado Bolsonaro já é um homem testado, é um político com 30 anos de estrada, conhece a política. E é um homem que não tem telhado de vidro”.
A declaração do general Mourão foi dada em palestra em Brasília no fim do ano passado, quando ele ainda estava no Comando Militar do Sul, de onde foi afastado por suas declarações políticas, proibidas pelo regulamento militar.
Para oficiais ouvidos pelo Estado, um dos pontos a favor de Bolsonaro como candidato à Presidência é o fato de ele não ser investigado em casos de corrupção. Os militares demonstram, no entanto, preocupação com o temperamento intempestivo do deputado federal e a filiação a um partido pequeno.
Formaturas. Bolsonaro compareceu no ano passado a praticamente todas as cerimônias de formaturas de escolas militares. Foi ovacionado em algumas ocasiões e é requisitado para selfies com os formandos. Desde seu primeiro mandato, o deputado já ouviu gritos de “líder, líder”, em uma formatura da Academia Militar das Agulhas Negras, e de “mito, mito”, em uma escola de formação de praças da Marinha.
Fonte Estadão
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